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Áudio

Contos de Natal

Christian Gurtner 25/12/2016 121


Background
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Nada como boas histórias de natal, principalmente quando são casos reais e misteriosos.


FICHA TÉCNICA

Pesquisa, roteiro e produção: Christian Gurtner
Participação especial: Giulia Marchi


PATRONOS

Esse episódio foi possível graças ao apoio de Filipe Rios, Rafael de Carvalho, Daniel Arruda, Murilo Rebouças Aranha, Bianca Portes, Pacífico Fernandes, Elsino Silva, Luiz

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TRILHA SONORA

  • Wish Background — Kevin MacLeod
  • Classic Horror — Kevin MacLeod
  • Clash Defiant — Kevin MacLeod
  • Dark Standoff — Kevin MacLeod
  • Decline — Kevin MacLeod
  • We wish you a merry christmas — Kevin MacLeod
  • Air Prelude — Kevin MacLeod
  • The Hive — Kevin MacLeod
  • Sneaky Snitch — Kevin MacLeod
  • Myst on the Moor — Kevin MacLeod
  • Unseen Horrors — Kevin MacLeod
  • The Chamber — Kevin MacLeod
  • The Snow Queen — Kevin MacLeod

BIBLIOGRAFIA

HORN, S. Mystery of missing children haunts W.Va. Town. Disponível em: <http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=5067563>. Acesso em: 22 dez. 2016.

ABBOTT, K. The children who went up in smoke. Disponível em: <http://www.smithsonianmag.com/history/the-children-who-went-up-in-smoke-172429802/>. Acesso em: 22 dez. 2016.

MACKIE, B. The supernatural Bunnymother of Surrey. Disponível em: <https://www.damninteresting.com/supernatural-bunnymother-surrey/>. Acesso em: 23 dez. 2016.

MORPHY, R. Death ship: The Ourang Medan mysteryMysterious Universe, , 29 nov. 2011. Disponível em: <http://mysteriousuniverse.org/2011/11/death-ship-the-ourang-medan-mystery/>. Acesso em: 25 dez. 2016

TRANSCRIÇÃO DO EPISÓDIO

(As transcrições dos episódios são publicadas diretamente do roteiro, sem revisão, podendo haver ainda erros ortográficos/gramaticais e, assim, pedimos que marquem os erros e deixem uma nota para que possamos corrigí-los)

Ler a transcrição completa do episódio

O mistério das crianças Sodder

Era véspera de natal do ano de 1945. A família Sodder havia ido dormir. O casal George e Jennie Sodder e seus nove filhos nem perceberam quando, à 1h da madrugada a casa começa a pegar fogo.

Quando o casal Sodder acorda, já estão envoltos em fumaça e chamas e numa grande correria conseguem sair da casa com 4 dos 9 filhos.

Mas George não se dá por vencido e continua busca pelos outros 5 filhos, fumaça e fogo o atrapalhavam, mas já era nítido que as crianças não estavam naquele andar da casa, restando somente os quartos do segundo andar, que já se encontrava em chamas.

George então decide tentar ir ao segundo andar por uma das janelas, mas sua escada, que ficava guardada do lado de fora da casa, estranhamente não estava ali.

Enquanto isso, uma outra luta acontecia na tentativa de chamar os bombeiros até que um dos vizinhos conseguiu fazer uma ligação.

No entanto os bombeiros só chegaram às 8h da manhã, quando a casa era nada mais que uma pilha de cinzas e a família já chorava a morte de seus 5 filhos.

Mas tão misterioso quanto o início do fogo era o que viria a seguir: após vasculharem toda a área do incêndio, não acharam sequer vestígio dos corpos das crianças. Nenhum resto de osso ou carne queimada. Nada.

A polícia local, afirmando que o fogo deve ter sido o responsável por sumir com qualquer vestígio, emitiu os atestados de óbito e entregou para a família que, sabia que havia algo de errado ali.

Começaram uma busca por seus filhos que, podiam jurar que não morreram naquele incêndio. Mas o que aconteceu? Para onde foram?

Divulgaram uma recompensa de $5.000 que em seguida subiu para $10.000 para quem soubesse de alguma pista que levasse às crianças. E mesmo sendo uma enorme quantia para aquela época, nada de concreto chegou até eles.

Um grande outdoor com as fotos das crianças e um texto explicando o caso foi posicionado na cidade por vários anos.

Por vários anos, apesar de algumas pistas, nada esclarecedor era desvendado. Diversos investigadores foram contratados pela família, mas sem sucesso.

Mais de vinte anos se passaram quando o mistério fica ainda mais intrigante. Jennie Sodder recebe uma carta na qual havia uma foto, de um rapaz de vinte e poucos anos, escrito atrás “Louis Sodder”. Mesmo tendo passado tantos anos, a família não podia negar a enorme semelhança daquele rapaz com o filho desaparecido.

Mas a carta não possuía o endereço do remetente, somente um carimbo postal do Kentucky.

A família contratou outro investigador que foi enviado ao Kentucky, mas nunca mais ouviram falar dele.

Receosos de que algo perigoso poderia envolver o sumiço dos filhos, decidiram não divulgar aquela foto nos jornais, mas estavam tão convencidos de que aquele era o filho deles, que atualizaram a foto do filho no enorme memorial, o qual, em sua última atualização continha os dizeres:

“Depois de 30 anos, ainda não é tarde demais para investigar. Na véspera de natal de 1945 nossa casa foi incendiada e 5 de nossos filhos sequestrados. Oficiais disseram que a causa do fogo foi um fim elétrico queimado, mas as luzes ainda estavam acessas enquanto o fogo tomava a casa. Qual eram os motivos dos oficiais da lei envolvidos? O que eles tinham a ganhar nos fazendo sofrer por todos esses anos de injustiça? Por que eles mentiram e nos obrigaram a aceitar essas mentiras?“

A família jamais deixou de investigar e procurar os filhos, mas o mistério nunca foi solucionado.

Os coelhos de Mary Toft

No inverno de 1726 dois homens chegaram de Londres na pequena cidade de Godalming para uma visita científica a Mary Toft, uma camponesa que havia despertado a curiosidade de vários cientistas e personalidades da época.

Quando os londrinos entraram no quarto, se deparam com Mary e um parteiro local, chamado John Howard. Esse os informou que eles haviam chegado na hora certa. Mary estava prestes a dar a luz.

Depois de algumas contrações e fortes espasmos nasce o bebê. Mas não era humano, era um coelho.

Na verdade aquele era o 15º coelho que Mary colocava no mundo, o que a fez ficar famosa por toda a Inglaterra, chamando a atenção até do próprio Rei George.

Os pesquisadores londrinos começaram a estudar o coelho ali mesmo.

Os coelhos de Mary Toft nasciam mortos e, muitos deles completamente despedaçados, o que se concluiu ser devido às fortes contrações e espasmos.

Ao dissecar o coelho, os homens de Londres perceberam que os pulmões do coelho já haviam inalado ar e que o acumulo de fezes mostrava que ele também já havia se alimentado. Teria o coelho comido parte das entranhas da mulher?

Com todo o frenesi causado pela mulher que paria coelhos, alguns cientistas se mantiveram céticos e resolveram trazer a mulher para Londres para observarem melhor o caso.

Assim o caso começou a ficar cada vez mais suspeito. Descobriu-se que na época em que Mary estava prestes a dar a luz aos coelhos, seu marido havia visitado várias fazendas e comprado todos os coelhos que conseguia, vivos ou mortos, e quanto menores, melhor.

Para tentar arrancar a verdade de Mary um dos mais céticos pesquisadores lhe informou que, para tentar descobrir o que se passava com ela, teriam que fazer um longo e externamente doloroso procedimento cirúrgico. Diante desse fato ela acabou confessando.

Ao saber que o Rei George oferecia pensão a prodígios e pessoas “estranhas”, Mary e seu marido tiveram essa ideia. Ela então passou a introduzir os coelhos em suas partes íntimas para simular os partos.

Ela foi presa por fraude.

SS Ourang Medan

Por volta de junho 1947, várias embarcações que trafegavam pela região do estreito de Malacca captaram um sinal de socorro de um navio desconhecido. A mensagem cheia de chiados e com interrupção de um indecifrável código morse que viria a seguir preocupou e causou arrepios em quem a ouviu:

“Todos os oficiais estão mortos. Estão caídos na sala de cartas e na ponte de comando. Possivelmente toda a tripulação está morta… Eu morro”

Dois navios americanos e dois postos de controle captaram a transmissão e, assim, conseguiram triangular a origem do sinal.

Deduziu-se se tratar de uma navio holandês chamado SS Ourang Medan. A embarcação mais próxima do local era o Silver Star, um navio mercante americano, que, percebendo a urgência, logo se pôs a navegar em direção à suposta localização do Ourang Medan para prestar socorro.

Finalmente encontraram o Ourang Medan. Ele flutuava inteiro, calmo, até demais. Enquanto se preparavam para embarcar no navio holandês, notaram que não havia uma pessoa sequer para recebê-los. Nenhum som, nada. Porém, mal sabiam, mas estavam prestes a verem o inferno.

Assim que subiram a bordo do Ourang Meda, se horrorizaram ao ver corpos caídos por toda a parte. E o que era mais assombroso ainda: todos mortos com os olhos arregalados, os braços endurecidos como se estivessem agarrando um atacante invisível e expressões de dor e horror.

Na ponte de comando todos estavam no chão, com exceção do técnico de rádio que estava em sua cadeira com o dedo sobre o telégrafo, e todos eles mortos com as mesmas expressões de horror.

O capitão do Silver Star decide então amarrar o Ourang Medan ao seu navio e rebocá-lo para o porto. Porém quando estava tudo pronto para começarem a navegar, um incêndio começa misteriosamente no Ourang e o afunda, quase não dando tempo dos tripulantes soltarem as amarras do Silver Star evitando que afundasse junto.

Ninguém nunca soube o que aconteceu com aquele estranho navio. Na verdade ninguém parece ter ouvido falar dele até o surgimento desse caso. E por isso há teorias de que o Ourang Medan estava carregando ou fazendo algo estritamente confidencial ou até mesmo ilegal.

É óbvio que teorias de ataques alienígenas também não poderiam ficar de fora.

E assim temos um caso sem provas ou evidências de que existiu, tornando grande também a possibilidade de ser somente uma lenda.

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