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O que você está deixando para trás?

Christian Gurtner 19/05/2017 85


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Desse mundo nada se leva. Mas podemos deixar muita coisa nele. E talvez aí esteja a função dessas formiguinhas cósmicas que se auto batizaram “humanos”: deixar algo quando partirem.

Você será lembrado por suas ações, suas palavras, suas criações e aqueles que você tocou. O que as pessoas falarão de você, muito tempo depois que você se for? “Graças a cura do câncer que ele(a) descobriu, milhões de pessoas foram salvas” ou até algo mais banal, mas não menos importante: “Era alguém que não media esforços para ajudar”, “As palavras carinhosas dele(a) ajudaram muitas pessoas em momentos difíceis”, “O abraço que ganhei dele(a) aquele dia, salvou minha vida”.

E talvez seja por isso que gostamos tanto de ser reconhecidos. É a natureza nos ajudando a fazer coisas boas, nos incentivando a deixar algo bom para trás, numa ação coletiva para tornar a humanidade em algo melhor.

E esse reconhecimento vem – mesmo que anônimo – em um “obrigado”, em uma lágrima, um sorriso e, quem sabe, até uma medalha. E ninguém nunca ganhou uma medalha por ser fofoqueiro, invejoso, traiçoeiro ou mentiroso… ops… digo, sempre há exceções, claro, mas isso não vem ao caso.

Estamos sempre rodeados por desconfiança, mentira, traição, olhares suspeitos e, de uma forma ou de outra, sempre acabamos fazendo parte dessa massa. Mas devíamos parar. Parar de mentir, a não ser que a mentira seja para fazer o bem, como uma festa surpresa; parar de falar mal das pessoas, principalmente pelas costas. Parar de evitar falar algo bom só porque os desconfiados pensarão haver segundas intenções ou entrelinhas. Se não há maldade e irá alegrar ou ajudar alguém, que falemos tudo o que se passa em nossa cabeça.

Certa vez conheci indiretamente uma pessoa em uma conversa, onde alguns conhecidos dela a descreviam:

“Fulano é um cara incapaz de fazer qualquer maldade. Nunca vi ele falar mal de ninguém ou conversar com segundas intenções. Ele é um cara bom, que vê tudo com um sorriso ou um gesto carinhoso. Chega a ser ingênuo.”

Eu queria ser como o Fulano. E tentarei ser. Acho que todos deveríamos tentar, pois o Fulano está deixando um grande legado para trás.

E você?

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