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O Caso Peter Bergmann

Christian Gurtner 03/12/2015 203


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A misteriosa história de um homem que, aparentemente, nunca existiu. Assista abaixo.


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TRANSCRIÇÃO DO VÍDEO

(As transcrições dos episódios são publicadas diretamente do roteiro, sem revisão, podendo haver ainda erros ortográficos/gramaticais e, assim, pedimos que marquem os erros e deixem uma nota para que possamos corrigí-los)

Ler a transcrição completa do episódio

Você conhece esse homem?

Ao que tudo indica, ninguém conhece. Na verdade seria uma pessoa que nunca existiu, não fosse por câmeras de segurança que o filmaram.

Na sexta-feira do dia 12 de junho de 2009, o homem desce de um ônibus na estação de Sligo, na Irlanda. Lá ele pega um táxi e vai para o Sligo City Hotel e com um sotaque germânico ele reserva um quarto para três noites. Paga em dinheiro e se registra como Peter Bergmann.

No dia seguinte o homem sai do hotel com uma sacola roxa e essa se tornaria sua rotina: sempre saindo com uma sacola roxa e voltando de mãos vazias. Ele teve o cuidado de não deixar nenhuma câmera de segurança da cidade indicar onde ele estava deixando o conteúdo da sacola.

Nesse dia, ele foi até os correios, comprou selos e postou cartas. Para quem? Ninguém sabe. Mas ele volta ao hotel, novamente de mãos vazias.

Uma das camareiras foi arrumar seu quarto, bateu na porta, não houve resposta e então ela entrou e se deparou com o homem de frente para ela com uma expressão de espanto, que logo se tornou alívio ao perceber que era uma funcionária do hotel. Quem mais ele poderia estar esperando, era um mistério.

No domingo ele pegou um táxi e pediu que o motorista o levasse para a praia mais tranquila da região, o motorista sugeriu a praia Rosses Point. Ao chegar lá, ele pareceu contente com a recomendação do taxista.

Com exceção das necessárias interações, ele não era comunicativo e não se misturava com as pessoas.

Na segunda feira, ele fez o checkout no hotel, e saiu com sua mala de mã0 e novamente a sacola roxa. Foi até a rodoviária da cidade, onde entrou numa cafeteria e tomou um capuccino e comeu um sanduíche. De lá pegou um ônibus para Rosses Point.

Já na praia, algumas pessoas notaram o estranho homem que caminhava rente ao mar. E ele ali ficou por todo o dia, com um semblante de quem estivesse em outro mundo. Talvez aquele fosse o olhar de um homem que vivia suas últimas horas.

Na manhã do dia 16 de junho, ele é encontrado morto na praia.

Assim começa o mistério: nada foi encontrado com ele, documentos, bagagens, sacolas.. enfim nada. Ele se deu ao trabalho, inclusive, de cortar as etiquetas das roupas que vestia.

O legista colocou a causa da morte como, provavelmente afogamento, sem sinal de luta ou de ferimentos. E o que mais chamou atenção foi o fato de que ele estava com câncer de próstada em estágio já avançado e tumores nos ossos.

Assim, algumas coisas passaram a fazer mais sentido. O homem havia ido para Sligo para morrer e fez de tudo para apagar seu passado e sua identidade. O nome Peter Bergmann se mostrou falso, assim como o endereço na Áustria que ele forneceu.

As sacolas roxas eram, provavelmente, a forma com a qual ele se livrava de seus bens pessoais, documentos e roupas. E nunca mais foram encontrados.

A pergunta é: por quê? Quem realmente era aquele homem e por que ele precisaria apagar sua história e sua identidade para depois se matar? E outra incógnita é para quem ele enviou cartas no segundo dia e o que dizia nelas?

O mistério continua.

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